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Os diversos estágios da raiva

Todo mundo já sentiu raiva um dia. Basta ser para sentir qualquer coisa, e raiva é um sentimento (ou sensação, ou estado de espírito) que é tão humano quanto chorar assistindo à cena em que a mãe do Bambi morre. Mas não é por ser algo assim, tão inerente à nossa existência, que não seja passível de sofrer alterações ao longo do tempo.

Passei a acreditar que passamos por estágios da raiva. Nada a ver com aquele Modelo de Kübler-Ross, ou os cinco estágios do luto. Não penso nos estágios da raiva como um processo contínuo, mas sim como gradações de raiva para as quais evoluímos (ou involuímos) à medida que amadurecemos e aprendemos a lidar com a terrível e inevitável verdade de que nem tudo na vida acontece conforme desejamos.

Já vivi o estágio primitivo da raiva, aquele em que nosso primeiro impulso é pegar o que estiver à nossa frente e jogar na parede – ou em alguém. Passei por um episódio assim há não muito tempo, por sinal (envergonho-me em admiti-lo – mas eu disse que esses estágios dependem do quanto o ser evolui ou involui. Não damos, muitas vezes, um passo à frente e dois para trás? Então…). Claro que o objeto foi jogado contra a parede, é bom que fique claro. Mas essa raiva, para chegar a esse nível, é porque mexe com algum ponto meu que ainda é muito sensível e pouco analisado/racionalizado. Quando a raiva está associada a/é resultado direto de algo que já foi razoavelmente processado por minha psiquê, sou capaz de senti-la de uma forma menos agressiva, mais silenciosa e serena (parece contraditório – e talvez seja mesmo).

Não sei até que ponto as poucas aulas de Hatha Yoga me ajudaram, mas hoje consigo me deparar com um situação complicada, passível de me enraivecer, e não reagir de forma colérica. Não é que eu não sinta raiva – eu simplesmente a processo internamente e converso com ela. É, eu dialogo com a minha raiva. E, quando isso acontece, eu normalmente concluo que o agente causador da raiva (seja uma pessoa, uma coisa ou uma situação) não é digno do mau uso da minha energia.

Acho até que dá para transformar isso em um axioma matemático. Quanto menor a significância do agente motivador, menor é a energia dispensada à raiva que ele provoca. Pense nisso quando pessoas ou coisas insignificantes, ou situações que fujam totalmente ao seu controle, te colocarem em um estado de raiva incontrolável. Processe o sentimento, converse com ele e fique em paz consigo próprio. Suas células agradecem.

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