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A importância de falhar

Volta e meia me surge inspiração para posts sobre assuntos aparentemente sem nenhuma relação entre si – trabalho, música, política, comportamento, vida, amor e que tais. As ideias vêm incompletas, às vezes como uma frase, ou um parágrafo, ou apenas um conceito que precisa ser trabalhado. E, quase sempre, o que eu faço é descartar a ideia, por considerar que ela não está desenvolvida o suficiente para se tornar um texto – fora as incontáveis vezes em que eu penso, “ninguém vai ler isso” (eu acompanho a audiência do meu site todos os dias. Não é nada de que eu possa me orgulhar, infelizmente).

Agorinha mesmo me voltou uma ideia para um post sobre o novo álbum do U2, Songs of Innocence (um belo e poético álbum, com um toque de nostalgia). Fiquei tentando me lembrar qual exatamente foi a ideia que eu tive e, não conseguindo, me dei conta das inúmeras vezes em que refreei meu impulso criativo por achar que minhas ideias não eram boas o suficiente. Acredito que meu medo de falhar, de escrever um texto ruim, sem nexo, sem apelo, é maior do que a minha compreensão de que o erro, a falha são mecanismos importantes de aprendizado e de desenvolvimento.

Nós crescemos por meio dos erros, mas é mais fácil creditar tudo o que aprendemos aos acertos. Aceitar que, como humanos, estamos propensos a falhar pode ser doloroso. Pode parecer uma admissão de fraqueza, mas é preciso ser muito forte para compreender que, em tudo o que fazemos, de bom, certo, errado ou ruim, mora a oportunidade de aprender. A humildade nos torna mais capazes de absorver as lições que a vida apresenta.

Sinto que, agora, a vontade de escrever aquele post sobre o U2 ficou mais forte. Pode ser que eu falhe, que o texto não seja o melhor post que eu já escrevi em toda a minha vida de blogueira, mas a inspiração existe e eu quero fazer jus à ela. Portanto, aguardem, pois em breve o PFtJ dará uma breve guinada musical. Enquanto isso, fiquem com uma das melhores faixas do álbum, “This is Where You Can Reach Me Now”, uma homenagem a Joe Strummer e ao The Clash, uma das minhas bandas favoritas (e do Bono também).

 

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